Flash-mingo

Os flamingos invadiram ontem a rua para exigir a paralisação da expansão aeroportuária massiva em Portugal e no mundo, para preservar o que hoje é a sua casa, o Estuário do Tejo, e pedir o desenvolvimento duma mobilidade justa, ecológica e acessível para todas.

O primeiro ministro afirmou que o combate às alterações climáticas deve ser a prioridade maior das nossas vidas. O governo assumiu o compromisso de Portugal ser neutro em carbono em 2050. No entanto, afirmou também que o aumento da capacidade aeroportuária era imprescindível ao “desenvolvimento” do país, e que caso não seja possível avançar nesta expansão, isto “custaria ao país milhares de milhões de euros”. Mas, qual é o custo real da expansão aeroportuária em Portugal?

O governo e a multinacional Vinci (ANA Aeroportos) querem construir um novo Aeroporto no Montijo. Também querem aumentar o Aeroporto da Portela em Lisboa. Além disso, também querem expandir drasticamente o aeroporto Francisco Sá Carneiro no Porto. O plano é duplicar a média de voos por hora, chegando aos 50 milhões de passageiros por ano para Lisboa, e 20 milhões para Porto. Nestas cidades, já saturadas, que chegaram ao seu limite, os aeroportos e a sua expansão comprometem a qualidade de vida e a saúde dos moradores, trabalhadores, estudantes e visitantes.

Se permitíssemos estas expansões, as emissões no setor da aviação subiriam mais de 50%, tornando-se a principal fonte de emissões de CO2 com origem em Portugal. Não há meio de transporte tão poluente como o avião. No caso de Lisboa, está em perigo a preservação da maior zona húmida do país e das maiores da Europa, um paraíso de biodiversidade e abrigo para centenas de milhares de aves migratórias.

Neste contexto, os flamingos, que também são ameaçados com a construção do aeroporto do Montijo, aterram em Lisboa para pedir a paralisação da expansão aeroportuária, a proteção do seu habitat no Tejo, e o desenvolvimento duma mobilidade que poda garantir a preservação da vida, da nossa terra!

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