A Semana de Rebelião começou.

Começou esta segunda-feira a Semana Internacional de Rebelião, em 80 cidades em mais de 33 países, organizada pelo movimento internacional Extinction Rebellion.

O movimento, lançado inicialmente no Reino Unido, exige:

1. que os governos digam a verdade sobre a crise ecológica

2. uma redução drástica das emissões de gases de efeito de estufa através de uma mobilização massiva de emergência climática e uma transição justa

3. que este processo seja executado com democracia participativa

Em Londres, milhares de activistas bloquearam as estradas e pontes mais movimentadas da cidade, e tornaram as ruas em jardins e palcos de concertos públicos. Ao mesmo tempo, várias activistas invadiram a sede da Shell no centro da cidade.

Depois de mais de cem detenções ontem à noite, hoje as acções continuam com força.


Em Portugal, estão convocadas várias acções diretas não-violentas durante a semana sobre sete temas: energia, transportes, alimentação, decisões políticas, indústria da moda, greenwashing e resíduos e plástico.

Na verdade, a semana começou em Portugal primeiro!

Logo de manhã, no Acto 1: Nestlé, O que Fazemos com Todo o Teu Plástico?, activistas montaram uma rede de plástico na fábrica da Nestlé, uma das empresas que produz mais resíduos plásticos. Simulando o que acontece aos peixes no oceano e nos rios, activistas abriram uma rede gigante de resíduos plásticos na entrada principal da empresa, bloqueando a entrada dos carros e pessoas. A Nestlé produz plástico, produz lucro e produz caos climático.


De tarde, no Acto 2: European Climate Summit une empresas petrolíferas e o governo português, activistas representaram o sangue das gerações futuras numa acção performativa à frente do Hotel Ritz Four Seasons, onde esteve a acontecer uma cimeira organizada pela Associação Internacional de Comércio de Emissões (IETA), que conta entre os seus membros empresas como a BP, BNP Paribas, Iberdrola, Naturgy, Petrochina, Repsol, Shell, Total, TransCanada e Vattenfall. Nesta cimeira, o Ministro do Ambiente e da Transição Energética discursou numa sessão especial, dando legitimidade às falsas soluções das empresas petrolíferas.

Ao mesmo tempo, algumas activistas entraram na cimeira e interromperam o discurso do Ministro do Ambiente e da Transição Energética.


Hoje, as acções em Portugal foram relançadas logo de manhã, com o Acto 3: Alerta Clima – Activistas invadiram a emissão em directo da CMTV, activistas do colectivo Climáximo exigiram que a CMTV não ignore “o maior crime de sempre”, o crime climático causado pelas actividades extractivistas das multinacionais. Com cartazes “Alerta Clima: Capitalismo Mata” e “Temos 10 anos para mudar tudo”, as e os activistas interromperam a emissão pacificamente e leram um manifesto que denuncia a cumplicidade da imprensa na inacção climática por parte dos decisores.


A nível internacional, algumas acções merecem destaque:

– #xraustralia Na Austrália os rebeldes causaram disrupção no Parlamento, alguns activistas perturbaram o decorrer dos trabalhos no interior, enquanto outros activistas membros da comunidade Aborígene perfuraram e cavaram o jardim do mesmo protestando contra o Fracking e toda a espécie de projecto de prospecção e extracção de combustíveis fósseis e outros recursos.

– #xrChicago em Chicago damos conta de detenções no seguimento do bloqueio da conferência anual Organizada pela University of Chicago School of Business, focada no tema “A próxima fase da Indústria das Renováveis”, em que os activistas denunciam a operação de greenwashing que as indústrias extractoras promovem no evento, ano após ano.

– #xrBerlin foi bloqueada a emblemática ponte Oberbaum em Berlim pelos activistas que se rebelam pela vida, seguindo-se algumas detenções.

Mais acções se seguirão!

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Rebela-te!

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